Análise de Moeda

IOTA

Escrito por
Lorenzo Frazzon
em
12
de
Jan
de
2019

IOTA: a moeda do mundo da internet das coisas

IOTA é um projeto que quer ser o coração da internet das coisas (IoT). É propagado por muitos como uma tecnologia pós blockchain. Apesar de ter muitas semelhança com uma estrutura de blockchain, ela não possui blocos ou uma cadeia de blocos . Em vez disso, é baseado em um conceito chamado Directed Acyclic Graph (DAG).

Apesar de não ser uma blockchain, o DAG ainda assim é um livro razão público, aberto, distribuído. Devido à sua estrutura ímpar, oferece algumas vantagens em relação às blockchains tradicionais como conhecemos.

Equipe

A IOTA foi concebido em 2014 e oficialmente fundada em 2015 por David Sønstebø, Sergey Ivancheglo, Dominik Schiener e Dr. Serguei Popov.

Grande parte dos fundadores estavam trabalhando em uma startup que desenvolvia hardwares com foco na Internet of Things quando começaram a identificar limitações entre as opções existentes para os pagamentos envolvendo IoT. Então eles criaram a IOTA como uma solução para esses problemas.

Atualmente o projeto conta com mais de 40 pessoas dedicadas ao desenvolvimento da tecnologia e ao avanço das parcerias. Além disso, o projeto conta com um bom número de advisors muito qualificados, principalmente vindo dos investidores e parceiros de negócios.

Plataforma

Entre os pontos fortes que se destacam da plataforma podemos destacar os seguintes

- Escalabilidade: A estrutura de rede deve permitir aumentar o desempenhos à medida que mais nós se juntam à rede.

- Taxas zero: As transações na rede IOTA não possuem taxas.

- Descentralização: Não existe um conjunto distinto de mineradores ou validadores separados dos usuários. Na teoria, isso resulta em uma validação mais descentralizada.

- Resistência Quântica: O projeto foi concebido desde o início para ser resistente à ameaça da computação quântica.

Porém como ainda o projeto é recente alguns pontos fracos foram identificados e são bastante criticados, como o fato de existir um coordenador que centraliza para proteger a rede de ataques. Outro ponto é o uso da IOTA requer que os hardwares de IoT se adaptem à sua tecnologia.

A rede também teve vários momentos em que ficou fora do ar, esse é um problema muito criticado pela comunidade. E recentemente algumas vulnerabilidades de criptografia e software foram identificadas pela equipe do DCI do MIT Media lab

Demanda

A IOTA quer ser peça chave do sistema financeiro voltado à IoT. Além disso, ela também integrou outros recursos como mensagens seguras e um marketplace de dados. Essas características são parte de uma futura economia baseada na IoT prevista pela equipe da IOTA em que milhões de máquinas trocam dados e pagamentos em tempo real. Isso poderá incluir coisas como um carro elétrico que paga uma estação de carregamento.

Apesar desse enorme potencial, hoje a moeda não possui um nicho de mercado para seu uso. Recentemente ela firmou parceria com um banco norueguês, com isso ela irá testar sua tecnologia no setor financeiro pela primeira vez.

Oferta

O oferta inicial de 2.779.530.283 (pouco mais de 2 bilhões e setecentos mil) IOTA foi distribuída em uma token sale em 2015 que levantou ~US$ 500 mil para a equipe desenvolver o projeto. O supply de IOTA é fixo, pois não há recompensas de mineração nem inflação. Atualmente, o projeto é desenvolvido e gerenciado por uma entidade sem fins lucrativos, a Fundação IOTA sediada em Berlim.

Atualmente os 10 maiores endereços possuem 32% das moedas, enquanto se formos analisar os 50 maiores possuem 52% das moedas somados. Isso ainda mostra uma alta centralização.

É interessante ver que hoje a fundação possui um fundo de desenvolvimento do ecossistema que vai distribuir mais de US$ 30 milhões em moedas para projetos focados na tecnologia, isso ajuda a expandir a comunidade e promove a descentralização.

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