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Preço do Bitcoin: veja como é calculado

Criptomoedas

Escrito por

Pedro Camara

em

13

de

Aug

de

2019

TOPO
Preço do Bitcoin | Investtor

Descubra como funciona a cotação da criptomoeda


Uma das informações mais recorrentes no mercado das criptomoedas é a oscilação no preço do Bitcoin. Esse sobe e desce no valor do Bitcoin deixa muito investidor de orelha em pé. Mas afinal, como é calculado o preço do Bitcoin e por que ele varia tanto?

Para começar, precisamos lembrar que assim como toda criptomoeda o Bitcoin não é regulamentado por nenhuma instituição financeira. Isso por si só já contribui para a oscilação do preço da moeda. 

Outra característica importante do Bitcoin é sua escassez. O limite de produção da moeda é de 21 milhões e, de acordo com o site AMB Crypto, já foram emitidos 17.763.712 dos 21 milhões. 

A previsão é que o último Bitcoin seja minerado em  2140 – daqui mais de 100 anos. Com isso, ainda há um período considerável até que a produção de Bitcoin seja encerrada para sempre. Porém, essa relativa escassez torna o ativo digital “deflacionário”, é a boa e velha Lei da Oferta e da Procura

De fato, o Bitcoin já é aceito como moeda em 10 países do mundo. Em países como a Coréia do Sul e Japão, centenas de lojas já aceitam Bitcoins como pagamento. A tendência é que cada vez mais estabelecimentos físicos e virtuais abram suas portas para essa criptomoeda, aquecendo o mercado e a valorizando.

Além disso, o aumento no número de carteiras virtuais (utilizadas para armazenar e negociar criptomoedas) e das empresas que prestam esse serviço corrobora ao fato de os Bitcoins estarem sendo cada vez mais comprados e vendidos. Fator que influi diretamente na alta de sua cotação.

Depois de conhecer os fatores que influenciam no preço do Bitcoin é preciso saber exatamente como chegamos ao valor exato da criptomoeda em reais.

O cálculo é bem simples: basta multiplicar a cotação do dólar pela cotação do Bitcoin naquele dia. Por exemplo: se o valor do Bitcoin estiver $ 7.240 e o dólar R$ 3,31 no dia da aferição, a cotação do Bitcoin será R$ 23.964,40.

Lembre-se que, uma vez que não existe uma entidade que regule formalmente o Bitcoin, também não existe um valor oficial para a moeda. Desse modo, é possível se deparar com divergências entres as cotações colhidas em vários locais de negociação, devido à fórmula do cálculo nem sempre ser a mesma.

O Bitcoin nos últimos anos

Mais uma vez, quem acompanha a cotação do Bitcoin com certeza sabe de sua alta histórica em 2017: quando a moeda atingiu seu pico (mais de U$19 mil dólares), e de sua queda dramática no ano seguinte, em 2018, quando a cotação da moeda caiu até a casa dos U$3 mil dólares.

Em 2019 a moeda já chegou a triplicar o seu valor chegando a U$13 mil dólares. Dentre os principais fatores para essa nova alta destaca-se o lançamento da Libra, a moeda virtual do Facebook, a proximidade do halving (quando a  recompensa dos mineradores cai pela metade) que acontecerá em 2020 e o aumento da movimentação de criptomoedas nas mãos de grandes investidores institucionais e fundos de investimento.

"A alta que estamos presenciando em 2019 é muito mais saudável da vista em 2017, hoje o mercado está mais maduro, temos exchanges e um mercado de derivativos mais consolidado. E além disso a tecnologia blockchain como um todo evoluiu muito nesses dois anos", afirma Lorenzo Frazzon, nosso consultor de investimentos.

Qual a previsão para um futuro próximo?

Depois da grande alta seguida de uma certa estabilização do mercado, há um certo otimismo no ar. Há gráficos que mostram possibilidade de marcas recorde em pouco tempo. 

Muito deste comportamento para a moeda deriva das incertezas econômicas em âmbito global, sobretudo relacionadas às tensões entre EUA e China. 

Notícias como o corte da taxa de juros do FED - Federal Reserve -, banco central dos Estados Unidos e os juros negativos na Europa e Japão, colaboram para uma alta dos cripto-ativos.

Com juros baixos os investimentos em títulos do governo e outros ativos de renda fixa tendem a perder seu atrativo. Isso leva os investidores a buscar ativos que oferecem mais retorno, ainda que seja preciso correr um risco maior. Por isso, o cenário de juros baixos tende a beneficiar ações e criptomoedas, que possuem um risco muito maior do que a renda fixa.

Nesse cenário os Bitcoins funcionam como hedge (o hedge é um termo financeiro que significa proteção. É um mecanismo que tem como objetivo proteger financeiras do risco do mercado) contra os governos. Ou seja, acabam sendo um investimento seguro. 

Aliado a isso, com a maior escassez do Bitcoin, a proximidade do halving e a continuidade dos programas de expansão monetária pelos governos, a moeda possui todos os cenários favoráveis para continuar a sua trajetória de alta no longo prazo. 

"Isso reforça o importante papel que o Bitcoin pode ter como forma de diversificação dos investimentos", reforça Frazzon.

Pedro Camara

CTO, Desenvolvedor Full-stack