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Conheça os melhores investimentos para 2019

Criptomoedas

Escrito por

Lorenzo Frazzon

em

25

de

Jul

de

2019

TOPO

Conheça os melhores investimentos em 2019 e entenda por que é importante diversificar sua carteira de investimentos.


A grande maioria das pessoas que procuram a Investtor para comprar criptomoedas têm um objetivo em comum: obter uma melhor rentabilidade nos investimentos.

Como se sabe, para ter sucesso como investidor no longo prazo, é preciso estudar e investir conforme seu perfil e objetivos pessoais. 

Porém, um erro comum é “apostar’ em determinado ativo e achar que vai enriquecer facilmente. Isso é um grande engano, e infelizmente já vimos e ouvimos muitos casos de pessoas que perderam muitos recursos por acreditar e apostar todas as fichas em um único ativo.

Aqui na Investtor temos a missão de ajudar as pessoas a comprar e investir em criptomoedas de forma consciente. Por isso, gostamos de falar não só de criptomoedas, mas também mostrar como investir em outros tipos de ativos financeiros.

Neste artigo vamos abordar os seguintes tópicos:

1. Como foram os desempenhos de cada classe de investimentos no primeiro semestre  de 2019;

2. Analisar o cenário futuro para cada classe de investimentos e usar isso como base para nossa sugestão;

3. Finalizar com sugestões de portfólios diversificados de investimentos para clientes com perfil conservador, moderado e arrojado. 

Rendimento dos investimentos no primeiro semestre de 2019

A Renda Fixa Pós-fixada mostra cada vez mais a dureza que será obter ganhos relevantes de agora em diante. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que tivesse uma taxa de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), algo impossível nos grandes bancos, rendeu 3,07% no primeiro semestre deste ano. 

A Poupança, o “investimento” mais popular no Brasil, que na realidade nem pode ser considerado um investimento, teve retorno de 2,25% no semestre. As pessoas precisam ter mais atenção ao investir o resultado do seu trabalho, e a poupança é um produto ultrapassado e de baixo rendimento que não deve ser utilizado.

A Bolsa de Valores teve um ótimo desempenho, embalada pelo otimismo com a aprovação da reforma da previdência. Fato esse que acabou ocorrendo no início de julho como  esperado, e levou a uma valorização de 14,88% no semestre.

Os Títulos Públicos, atrelados à inflação, tiveram um desempenho melhor que a bolsa. O IMA-B (índice que replica os títulos públicos atrelados à inflação) se valorizou 15,21% em 2019.

Os Títulos Públicos Prefixados também se aproveitaram da queda na expectativa futura de juros e tiveram uma valorização média de 6,98% no semestre.

Ainda acompanhando as boas perspectivas para a economia: a queda da inflação e dos juros, os Fundos Imobiliários tiveram um belo desempenho e o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários) valorizou 11,67% no semestre.

Os Fundos Multimercados, representados pelo Índice IHFA (Índice que representa o retorno médio dos maiores fundos multimercados), tiveram um retorno de 5,23% nos primeiros seis meses de 2019. Porém, é importante analisar que existe muita assimetria nesse retorno, os dez melhores fundos do índice renderam em média 15,64% no semestre.

O Ouro foi um ativo que teve um ótimo desempenho nos primeiros seis meses do ano. A valorização do Ouro, com base nos contratos negociados na Bolsa Brasileira (B3), foi de 10,83% no período.

Já o Bitcoin, amado por uns e odiado por outros (por falta de conhecimento ou preconceito), teve uma forte valorização de 230%. Após um 2018 de mercado em forte baixa, ele voltou a chamar a atenção dos investidores como alternativa para diversificar o portfólio.

Perspectivas para cada tipo de investimento no resto do ano

Muito cuidado com a Renda Fixa. Pode parecer estranho falar isso, mas com os juros nominais em 6,5% ao ano e uma queda para 5% ao ano já precificada e uma inflação entre 3,5% e 4%, nos deixa com ganho real em torno de 1% ao ano. Comprar títulos atrelados à inflação com taxas tão baixas não oferece uma boa relação risco-retorno para o investidor que busca um ganho acima da inflação mais relevante. O mesmo vale para os títulos prefixados.

Quando pensamos em renda fixa no cenário atual temos preferência por uma seleção criteriosa de crédito privado bancário (CDB - Certificados de Depósito Bancário, LCI - Letras de Crédito Imobiliário, LCA - Letras de Crédito do Agronegócio) pós-fixado e fundos de renda fixa de gestores experientes (com estrada) no mercado de crédito privado. Sempre buscando taxas acima de 100% em qualquer um desses produtos.

Não vale a pena para a grande maioria dos investidores correr o risco de crédito de emissões de CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e Debêntures, pois esses ativos não têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Manter uma boa liquidez na renda fixa pós-fixada abre a possibilidade de aproveitar os bons momentos (de queda) e comprar ativos com desconto. Isso é famosa opcionalidade! Lembre-se que hoje o maior investidor do mundo, Warren Buffett, mantém mais de US$ 100 bilhões em caixa.

1. Perspectivas para a Bolsa de Valores

No primeiro semestre foi a Bolsa de Valores que seguiu o otimismo e confirmou o mercado de alta que vem ocorrendo desde 2016. Esses bons ares devem seguir soprando, apesar dos riscos externos que existem.

Com a esperada retomada da atividade econômica após a aprovação da reforma da previdência e outras medidas de estímulo econômico como as micro reformas e a liberação do FGTS, as empresas devem retomar os investimentos e a geração de emprego e renda podem acelerar o movimento de recuperação que é tímido ainda nos principais indicadores econômicos. 

Para o investidor brasileiro obter retornos melhores será preciso correr mais riscos. A bolsa é um caminho sem volta, mas que deve ser feito com muita cautela. Para quem nunca investiu, o maior desafio é saber se possui perfil para aguentar as oscilações do mercado.

Por isso, comece aos poucos e compre ETFs (Exchange Traded Funds) ou bons fundos de investimentos em ações (nunca em banco). Lembre-se que o resultado da valorização das ações depende do lucro das empresas, sua oscilação no curto prazo é somente especulação.

Quem não gostaria de ser sócio do bancos que tanto lucram? Ou quem não gosta de comprar na Lojas Renner ou consumir produtos da Ambev?

2. Perspectivas para o Dólar

Com a queda iminente dos juros nos EUA,o Dólar deve passar por um movimento de leve enfraquecimento. Isso vai levar a maior nação do mundo para próximo dos juros zero.

É importante lembrar que na maioria dos países desenvolvidos os juros estão próximo de zero e em alguns casos até mesmo negativo.

O Dólar deve ser uma alternativa para quem terá algum gasto em dólar, para aquele investidor que busca liquidez para comprar ativos em Dólar e como proteção. Mesmo mais fraco, ele ainda é uma proteção em relação ao Real nos cenários mais adversos. 

Por isso, devemos sempre ter alguma exposição em Dólar em um portfólio diversificado.

3. Devo investir em Fundos Imobiliários?

Com a queda da Taxa Selic, o ganho real em títulos públicos está muito baixo e os riscos dos títulos com crédito privado não valem o retorno na grande maioria das vezes.

Por esse motivo, os Fundos Imobiliários passam a ser uma das melhores alternativas para quem quer obter ganhos reais e ter geração de renda e ainda temos a possibilidade de se expor a possível retomada do mercado imobiliário.

Precisamos ter em mente que comprar Fundos Imobiliários é praticamente a mesma coisa que investir em imóveis da maneira tradicional. Mas sem se incomodar com imobiliária e inquilino, uma vez que o administrador do fundo faz isso para nós.

Existem muitos Fundos Imobiliários que são donos de vários imóveis o que reduz o risco de eventualidades do mercado. O acesso a eles é muito fácil e barato, todas as grandes corretoras possuem TAXA ZERO para a compra desse de ativo.

4. Vale a pena investir em Ouro?

Como falamos na avaliação do Dólar, o mundo passa por um momento de muitas incertezas, com os juros globais nas mínimas e muitas vezes negativos. O resultado dessa fabricação massiva de dinheiro é uma grande incógnita, mas não deve ser bom.

Onde isso vai parar, é o que ninguém sabe, por isso devemos diversificar os investimentos e sempre pensar em ter ativos que podem nos dar proteção em cenários adversos, por isso o Ouro continua sendo uma de minhas sugestões para os portfólios que sugiro e para os clientes de consultoria.

5. Perspectivas para o Bitcoin

Apesar da forte alta no primeiro semestre, o Bitcoin continua cada vez mais se consolidando como um ativo alternativo e com relação de retorno inversa a outras classes de ativos financeiros.

Mesmo parecendo ser difícil comprar após essa forte alta, estamos falando de um novo ativo e uma nova tecnologia. O que o Bitcoin oferece de segurança e liberdade possui um valor inestimável.

A consolidação de projetos como a Bakkt, LedgerX, Fidelity e outros gigantes criando negócios relacionados a criptomoedas, consolidam cada vez mais o Bitcoin e outros ativos digitais. Esse movimento é tanto global quanto nacional.

Alguns movimentos de preço, a solidez crescente da rede e a entrada eminente de grandes players no setor devem fazer com que o Bitcoin ainda em 2019 teste as máximas apresentadas no final de 2017.

Somente esse comportamento representa uma alta de 100%. Mas devemos buscar mais do que isso, conforme falei nesse vídeo sigo trabalhando com uma perspectiva de preço acima de US$ 30 mil para os próximos dois a três anos.

Se colocarmos a perspectiva de uma forte crise financeira global nesse prazo e a consolidação do Bitcoin como reserva de valor ao lado de ativos como Ouro e Prata, não será estranho ver preços acima de US$ 50 mil.

Como sempre falo: tenha um pouco de Bitcoin, ao menos para conhecer. Troque um jantar fora e umas cervejas por um pouco de Bitcoin e busque compreender ele sem preconceito.

Aqui na Investtor com R$ 100 você pode comprar seus primeiros Bitcoins.

6. Outras criptomoedas são uma boa alternativa de investimento?

Estamos falando da possibilidade de participar do avanço de uma tecnologia revolucionária e com possibilidades de redesenhar os modelos de negócios. O medo que as criptomoedas levam ao setor financeiro tradicional ficou evidente com o anúncio da Libra pelo Facebook.

Não temos dúvida que estudar e participar desse mercado fornece um ganho duplo:

i) Possibilidade de retornos financeiros com a compra (cautelosa) de criptomoedas;

ii) Aprendizado. Quem conhece esse universo está na vanguarda de muitas oportunidades, sejam elas de investimento e até mesmo oportunidades profissionais.

Para quem quer estudar assuntos disruptivos e com grande potencial, o mundo das Altcoins é muito grande. Mas cuidado, se o Bitcoin já oscila muito, as Altcoins são muito mais arriscadas e difíceis de escolher. 

Por isso, somente compre Altcoins com aquele dinheiro que em hipótese alguma fará falta se você perder.

Sabemos na prática as dificuldades de fazer esse tipo de investimento, por isso criamos aqui na Investtor pacotes de criptomoedas selecionadas e que possuem grande potencial de valorização.

A partir de R$ 1 mil é possível comprar pacotes com oito criptomoedas muito promissoras.

Considerações finais

O primeiro semestre foi muito bom para quem correu mais riscos nos investimentos e, principalmente, para quem comprou Bitcoin e investiu na Bolsa de Valores brasileira.

Depois desse movimento positivo, o cenário que temos para os próximos meses é muito desafiador. Enquanto passamos por excelentes avanços na economia brasileira, como a aprovação da reforma previdência que nos tira do ruma da falência do estado, no exterior a economia americana e européia funciona à base de anabolizantes monetários com um resultado duvidoso.

Além disso, ao deixar o dinheiro na poupança, CDB, fundo de renda fixa ou na previdência que o gerente do banco recomendou, temos 99% de certeza que você está deixando de ganhar dinheiro. Mas isso também não é motivo para correr riscos desnecessários.

Por isso, é necessário que o investidor diversifique entre as classes de ativos para reduzir o risco total do portfólio de investimentos. E não basta diversificar, nossa experiência mostra que é preciso que o investidor saiba o que está fazendo. Somente assim terá a segurança necessária para enfrentar os momentos mais difíceis.

Para finalizar fizemos uma sugestão de portfólios para diferentes perfis de investidores o que pode ser a base para quem quer alocar melhor seus investimentos. Mas lembre-se, cada investidor é único e as seguintes sugestões podem (e devem) variar conforme o perfil da pessoa.

Qualquer dúvida ou sugestão conte com a Investtor, estaremos sempre aqui para ajudar as pessoas a comprarem e investirem em criptomoedas com segurança e consciência.

Lorenzo Frazzon

CSO, Economista