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Investtor News: notícias sobre criptomoedas

Mercado

Escrito por

Lorenzo Frazzon

em

6

de

Aug

de

2019

TOPO
Investtor News: notícias sobre criptomoedas

Não é preciso ser um investidor para saber que o mercado de criptomoedas vive de altos e baixos e que as notícias desse setor não param de ganhar as páginas de economia mundo afora. No entanto, é preciso sim ficar atento ao que se lê, afinal a especulação é uma das características das moedas virtuais. 

Por isso, selecionamos algumas notícias cruciais para quem quer saber os rumos das criptomoedas para o segundo semestre de 2019.

Para começar, é legal destacar o crescimento da tecnologia blockchain e a força que vem ganhando. Hoje já temos mais de 9 serviços de custódia institucional, sendo cinco deles regulados e cobertos por apólices de seguros desenhadas especificamente para esse tipo de serviço. Empresas como Allianz, AIG e Lloyd’s oferecem seguros contra os riscos inerentes à atividade de custódia institucional de cripto-ativos, e fazem isso com custos menores.

Além disso, a Fidelity, uma das maiores gestoras de recursos do mundo (com cerca de US$ 7 trilhões sob gestão), se lançou oficialmente no universo cripto com a Fidelity Digital Assets. Por meio dessa plataforma, eles oferecerão aos seus clientes serviços de custódia e negociação de cripto com toda a credibilidade que a marca carrega. Mas a Fidelity não foi a única que apostou nas criptomoedas. Aqui no Brasil, o BTG Pactual anunciou a criação de um token lastreado em imóveis de alto risco de crédito na plataforma do Tezos o ReitBZ e que capta fundos por meio de um Security Token Offering (STO), que é uma oferta de token de valor mobiliário. 

Falando ainda em institucionalização do mercado, tivemos o anúncio da parceria entre a Google e a Chainlink com objetivo de fornecer informações do mundo real para os contratos inteligentes da Ethereum. Isso é fantástico porque facilita o desenvolvimento de soluções com o uso da blockchain da Ethereum e torna o uso de contratos inteligente mais seguro.

No entanto, o assunto que mais atraiu a atenção dos especuladores, investidores e entusiastas das criptomoedas, foi o anúncio da moeda digital do Facebook, a Libra. Isso porque o impacto  da entrada de uma gigante de tecnologia, com dinheiro e disposição para "peitar" reguladores do mundo todo, para o mercado é enorme. A proposta da Libra é servir tanto de mecanismo de inclusão financeira, que já nascerá com uma base de 2 bilhões de usuários potenciais, como de sistema de identidades digitais descentralizado. 

O futuro da moeda ainda é incerto, mas em qualquer cenário os investidores só tem a ganhar. Se tiver sua operação vetada, a moeda poderá trazer um transbordamento de usuários para o Bitcoin e outras criptomoedas, já que só a sua divulgação gerou um "burburinho" enorme para essa indústria. Caso consiga uma regulação favorável à atividade, a libra poderá desenhar as tão aguardadas diretrizes legais para o mercado. 

Essas foram as principais notícias  do mercado de criptomoedas no primeiro semestre de 2019. Mas o que esperar para o segundo semestre?

A primeira grande e potencialmente boa notícia, que pode ganhar as manchetes ainda em agosto é o lançamento de um ETF de Bitcoin. O que é isso? ETF é uma sigla em inglês para Exchange Traded Fund, que aqui no Brasil adaptamos para Fundo de Índice. Basicamente, são fundos cujas cotas são negociadas em Bolsa de Valores.

Existem propostas de ETFs nos EUA que estão pendentes de aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) americana, a SEC (Securities and Exchange Commission). A agência já negou algumas delas alegando que o mercado é manipulado e que precisa de alguns esclarecimentos para sentir-se confortável com uma possível aprovação. No entanto, existe uma proposta que tem grandes chances de ser aceita que é da Bolsa de Chicago (Cboe), em parceria com a SolidX e a VanEck. Após postergar, em maio, a decisão, a SEC tem como novo deadline o dia 19 de agosto, podendo adiar mais uma vez, até 18 de outubro, a data-limite para a decisão do regulador.

E porque essa notícia é tão importante? Porque a aprovação de um instrumento como esse poderia ter efeitos extremamente positivos sobre os preços, especialmente por mexer nas expectativas dos agentes de mercado. Um ETF de Bitcoin simplificaria a questão da custódia e ampliaria o acesso ao ativo. Com ele, o investidor estaria exposto às variações de preço sem se preocupar com questões inerentes à tecnologia. 

A outra boa notícia e que deve colaborar para a alta do Bitcoin, é a aproximação do halving (já falamos sobre esse termo aqui) da criptomoeda. Por volta do dia 24 de maio de 2020, a recompensa por bloco minerado cairá de 12,5 para 6,25 Bitcoins, o que representa uma redução significativa na taxa inflacionária do ativo. O mercado costuma precificar essa alteração nos padrões de emissão até um ano antes do acontecimento.

É impossível prever o verdadeiro impacto do halving nos preços, mas podemos dizer que o evento sempre mexe com as expectativas do investidor, e das últimas vezes o reflexo foi alta no preço do Bitcoin, o que nos dá pelo menos um parâmetro.

Com tantas notícias positivas, a expectativa é que o valor das criptomoedas continue subindo e o mercado continue se consolidando.

Gostou desse conteúdo? Fique ligado no nosso blog para acompanhar as news do mercado de criptomoedas.

Lorenzo Frazzon

CSO, Economista